Stress e câncer: combinação perigosa?



Existem vários estudos que buscam uma associação entre o stress e o câncer, classificando o stress do dia a dia como causador de vários tipos de cânceres, sendo uma das justificativas para o aumento do número dos casos da doença. No entanto, ainda não se têm provas objetivas dentro da ciência que confirmem esta associação.

O stress nos acompanha desde os primórdios da civilização, gerados por adaptações às agressões da natureza, busca por alimentos, lutas para demarcação de território, etc. Atualmente, lutamos e nos estressamos para a conquista profissional, econômica e na busca pela segurança familiar.
O prejuízo causado pelo stress está basicamente ligado à intensidade de nossas atividades físicas diárias. Estudos mostram que um câncer aparece após a passagem de uma informação genética incorreta durante a divisão celular. Os maiores danificadores das células são as agressões ao corpo humano, tais como o cigarro, a radiação solar, alimentação incorreta, sedentarismo, o estímulo hormonal contínuo e talvez o stress.

A explicação estaria na perda do controle imunológico causado pelo stress. Já se sabe que em um organismo saudável, o sistema imunológico reconhece as células anormais, destruindo-as e impedindo-as de se propagarem. Quando este sistema de vigilância é afetado pelo aumento na produção do cortisol, estimulado pelo stress, ansiedade, depressão, traumas e outros fatores, a defesa orgânica não é suficientemente forte para impedir que as células defeituosas proliferem. Enfim, devemos praticar exercícios diários para nosso corpo e mente.
Opções não faltam para começar!

Abraço e até a próxima.
Rodolfo Gadia.

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Palavra do Médico



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Alimentação e o câncer de mama



Antes de descrever sobre os alimentos que talvez possam proteger as mulheres de desenvolverem o câncer de mama, é mais ficaz informar que a grande vilã é a obesidade consequente à uma dieta rica em gorduras saturadas, principalmente àquelas de origem animal (carne vermelha, pele de frango, bacon, leite integral entre outras).

Uma dieta rica em gordura saturada, sal, alimentos embutidos e defumados não só favorecem o aparecimento de tumores, principalmente os do trato gastro-intestinal, como os de intestino e estômago, como também são estimuladores dos dirtúrbios metabólicos causadores do diabetes, hipertensão e doenças cardio-vasculares.

Portanto, o que todos devemos fazer é procurar, sempre que possível, substituir os alimentos gordurosos, salgados e enlatados pelas frutas, legumes, verduras e cereais. A dieta ideal deve conter, no mínimo, quatro a cinco porções de frutas, verduras e legumes. Em relação à gordura, devemos dar a preferência pelas de origem vegetal como o azeite, canola ou girassol. Evitar expô-las a altas temperaturas e por tempo prolongado.

Não esquecer de realizar atividade física frequentemente além de consumir bebidas alcoólicas com moderação, ou seja, tomar somente uma taça de vinho ou uma latinha de cerveja por dia. Se preferir os destilados, tomar, no máximo um drinque por dia. Lembrando que as mulheres são mais sensíveis aos danos causados pelo álcool e que, para o câncer de mama, os estudos mostram que o consumo de bebidas alcoólicas parece ser mais prejudicial do que o de cigarro.

Abraço e até o próximo encontro,

Rodolfo Gadia
Oncologia Clínica

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Exercícios físicos



Como sabemos, a maioria dos tumores de mama apresentam receptores hormonais positivos, ou seja, “se alimentam” dos hormônios femininos produzidos pelo próprio organismo da mulher. Por isso, é muito importante que todas as mulheres, principalmente aquelas que já tiveram câncer de mama e acabaram o tratamento, façam atividades físicas regularmente para o controle da obesidade.

A mulher com excesso de peso produz uma quantidade maior de hormônios femininos. O fato se deve a uma enzima presente no tecido adiposo que converte e produz os hormônios em maior quantidade que os ovários. Estes mesmos hormônios estimulam a multiplicação das células mais sensíveis nos ductos mamários, as quais poderão se transformar em tecidos neoplásicos.

É bom lembrar que este risco é maior nas mulheres que apresentam outros fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de mama, como histórico familiar positivo ou uso da terapia de reposição hormonal por tempo prolongado. Por isso, é de grande importância manter um bom controle do peso adotando hábitos saudáveis, como a atividade física (no mínimo três vezes por semana, com duração de uma hora em cada sessão) e uma alimentação com mais frutas e verduras, substituindo a gordura animal.

No próximo encontro vamos falar da alimentação como fator de proteção para o câncer de mama.

Abraço,

Rodolfo Gadia
Oncologia Clínica

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