Minha experiência – Hanny Angele



Aos 25 anos, a relações públicas Hanny Angele de Barros descobriu um câncer no estômago. Com o diagnóstico definido, ela extirpou 100% do órgão. “É muito assustador quando você ouve a notícia. O meu precisava ser retirado com urgência, se não eu poderia morrer”, contou.
Abaixo, segue o relato de como ele enfrentou a doença há 6 anos e como isso mudou a vida e a postura frente às dificuldades:

“Logo após a cirurgia, os exames comprovaram que, além da retirada do estômago, ainda existiam metástases espalhadas pelo meu organismo. Fiz seis sessões de quimioterapia. Com apenas dois meses de químio, meu cabelo já tinha caído e ao final do tratamento cheguei a pesar 32kg.
Durante este período, tive que ficar boa parte do tempo internada. O tratamento me debilitava muito e me sentia muito fraca a cada sessão, fora as fortes dores e crises no intestino que me faziam usar até morfina.
Enquanto isso, via meus filhos – na época, Lucas com 9 meses e Anna Júlia com 7 anos – quando alguém os levava ao hospital, ou quando recebia alta para ir casa ficar por alguns dias até me recuperar da última quimioterapia e depois retornar para começar uma nova sessão.
Foram meses de angústia em camas de hospitais, enjoos contínuos e ansiedade por não poder trabalhar. Mas o pior era não poder estar com meus filhos.
O que me ajudou foi a fé. Minha vontade de viver era maior a cada sessão. Não via a hora de tudo terminar e poder retomar minha vida como antes. Durante todo este período, pude contar com o apoio de minha família, o carinho dos meus filhos e uma mãe que sofreu junto comigo cada momento, a cada dia de vida.
Se estou viva hoje, devo primeiro a Deus e segundo a ela. Minha mãezinha querida, que nunca deixou uma lágrima correr perto de mim para que eu jamais desistisse de lutar. Tinha certeza de que eu era capaz de me recuperar apenas tendo fé e força de vontade.
Retornei ao meu trabalho com menos de um mês de recuperação. Com uma peruca, pude sentir novamente como era viver uma vida normal. Quando todo o tratamento chegou ao fim, voltei a estudar, entrei na faculdade. Após seis anos de cura, exerço minha profissão com muito orgulho, estou quase me formando e na luta para realizar meus sonhos.
Hoje, depois de ter vivido tudo ainda tão nova, procuro valorizar cada minuto de vida. A cada dia, faço mais amizades, trabalho no que gosto. Não tenho medo do não e estou sempre em busca de mais realizações.
Só consegui tudo isso porque nunca quis parar de lutar. Acreditei que era capaz de vencer e que tinha muito ainda o que viver. Sou feliz e agradeço todos os dias a Deus cada momento que Ele me proporciona ao lado de pessoas que me amam e participam de tudo que conquisto.”

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Stress e câncer: combinação perigosa?



Existem vários estudos que buscam uma associação entre o stress e o câncer, classificando o stress do dia a dia como causador de vários tipos de cânceres, sendo uma das justificativas para o aumento do número dos casos da doença. No entanto, ainda não se têm provas objetivas dentro da ciência que confirmem esta associação.

O stress nos acompanha desde os primórdios da civilização, gerados por adaptações às agressões da natureza, busca por alimentos, lutas para demarcação de território, etc. Atualmente, lutamos e nos estressamos para a conquista profissional, econômica e na busca pela segurança familiar.
O prejuízo causado pelo stress está basicamente ligado à intensidade de nossas atividades físicas diárias. Estudos mostram que um câncer aparece após a passagem de uma informação genética incorreta durante a divisão celular. Os maiores danificadores das células são as agressões ao corpo humano, tais como o cigarro, a radiação solar, alimentação incorreta, sedentarismo, o estímulo hormonal contínuo e talvez o stress.

A explicação estaria na perda do controle imunológico causado pelo stress. Já se sabe que em um organismo saudável, o sistema imunológico reconhece as células anormais, destruindo-as e impedindo-as de se propagarem. Quando este sistema de vigilância é afetado pelo aumento na produção do cortisol, estimulado pelo stress, ansiedade, depressão, traumas e outros fatores, a defesa orgânica não é suficientemente forte para impedir que as células defeituosas proliferem. Enfim, devemos praticar exercícios diários para nosso corpo e mente.
Opções não faltam para começar!

Abraço e até a próxima.
Rodolfo Gadia.

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Palavra do Médico



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Alimentação e o câncer de mama



Antes de descrever sobre os alimentos que talvez possam proteger as mulheres de desenvolverem o câncer de mama, é mais ficaz informar que a grande vilã é a obesidade consequente à uma dieta rica em gorduras saturadas, principalmente àquelas de origem animal (carne vermelha, pele de frango, bacon, leite integral entre outras).

Uma dieta rica em gordura saturada, sal, alimentos embutidos e defumados não só favorecem o aparecimento de tumores, principalmente os do trato gastro-intestinal, como os de intestino e estômago, como também são estimuladores dos dirtúrbios metabólicos causadores do diabetes, hipertensão e doenças cardio-vasculares.

Portanto, o que todos devemos fazer é procurar, sempre que possível, substituir os alimentos gordurosos, salgados e enlatados pelas frutas, legumes, verduras e cereais. A dieta ideal deve conter, no mínimo, quatro a cinco porções de frutas, verduras e legumes. Em relação à gordura, devemos dar a preferência pelas de origem vegetal como o azeite, canola ou girassol. Evitar expô-las a altas temperaturas e por tempo prolongado.

Não esquecer de realizar atividade física frequentemente além de consumir bebidas alcoólicas com moderação, ou seja, tomar somente uma taça de vinho ou uma latinha de cerveja por dia. Se preferir os destilados, tomar, no máximo um drinque por dia. Lembrando que as mulheres são mais sensíveis aos danos causados pelo álcool e que, para o câncer de mama, os estudos mostram que o consumo de bebidas alcoólicas parece ser mais prejudicial do que o de cigarro.

Abraço e até o próximo encontro,

Rodolfo Gadia
Oncologia Clínica

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